Como transformar DRE mensal em decisão estratégica?
Por Orivaldo Nardi Primo, contador (CRC/SP 1SP234597/O-4), sócio-fundador da Ethos Valor · Publicado em 13 de maio de 2026 · Atualizado em 04 de setembro de 2026
A DRE é mais do que um demonstrativo contábil — pode ser o principal instrumento de gestão quando lida com foco em valor.
A DRE não pode ser apenas um dever fiscal. Se você estruturar sua DRE focada em margens e centros de custo, ela se torna um painel de comando para saber exatamente onde cortar, investir ou ajustar.
A DRE como instrumento de gestão
Para muitos empresários, a DRE é um documento contábil que chega ao final do mês e vai para a gaveta. Mas quando bem estruturada, é a principal ferramenta de gestão.
O que a DRE revela
- Margem bruta — eficiência na produção ou prestação de serviço
- EBITDA — geração operacional de caixa
- Resultado financeiro — impacto de dívidas e aplicações
- Resultado líquido — efetiva rentabilidade do período
Da informação à decisão
- Comparar com orçamento — identificar desvios e suas causas
- Analisar tendências — meses anteriores, ano anterior
- Conectar com indicadores operacionais — o que explica a variação
- Definir ações — ajustar preços, custos, estrutura
A DRE não decide por você. Mas uma DRE bem lida transforma dados em decisões.
O segredo está em ler a DRE com foco em valor: não apenas o que aconteceu, mas o que fazer diferente no próximo mês.
Perguntas frequentes

Sobre o autor
Orivaldo Nardi Primo
Sócio-fundador da Ethos Valor, contador registrado no CRC/SP sob o nº 1SP234597/O-4. Conduziu mais de 1.000 projetos de avaliação de empresas, laudos societários, PPA, impairment e avaliação de intangíveis. Atua de forma independente, sem vínculo com intermediação de negócios.
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