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PPA: alocação do preço de compra depois de uma aquisição
Depois de uma combinação de negócios, o preço pago precisa ser distribuído entre os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos, mensurados a valor justo na data da aquisição. O que sobra é ágio por expectativa de rentabilidade futura.
Fez uma aquisição e precisa alocar o preço pago entre ativos e ágio (PPA)?
Resposta em até 24 horas úteis. Escopo, prazo e honorário por escrito antes de começar.
Quando o PPA é exigido
O PPA é exigido em toda combinação de negócios sujeita ao CPC 15 (R1), quando uma entidade obtém o controle de um negócio. A auditoria independente costuma ser quem levanta a exigência, no fechamento do exercício em que a aquisição ocorreu.
O CPC 15 (R1) prevê um período de mensuração de até doze meses da data da aquisição para concluir a alocação. Depois desse prazo, ajustes passam a ser tratados como correção de erro, com efeito retrospectivo.
O que se identifica além do que está no balanço da adquirida
A maior parte do trabalho está em reconhecer ativos que a adquirida não registrava, porque foram gerados internamente. Os mais frequentes:
| Ativo identificado | Método usual | Vida útil |
|---|---|---|
| Marca | Alívio de royalties | Indefinida ou definida, conforme o plano de uso |
| Carteira de clientes | Lucros excedentes em múltiplos períodos | Definida, a partir da taxa de perda observada |
| Contratos e carteira de pedidos | Fluxo incremental do contrato | Prazo contratual remanescente |
| Tecnologia e software | Alívio de royalties ou custo de reprodução | Definida, pelo ciclo de substituição |
| Acordo de não competição | Fluxo com e sem o acordo | Prazo do acordo |
Força de trabalho organizada não é reconhecida separadamente pelo CPC 15 (R1); seu efeito permanece no ágio. É um dos pontos que a auditoria verifica com mais atenção.
Por que a vida útil importa mais que o valor atribuído
O valor alocado a um intangível de vida útil definida é amortizado e reduz o resultado dos exercícios seguintes. O valor que permanece no ágio não é amortizado, mas passa a ser testado anualmente quanto à recuperabilidade.
Alocar mais valor a intangíveis de vida curta antecipa despesa e reduz o lucro dos próximos anos. Alocar de menos infla o ágio e transfere o problema para o teste de impairment. A vida útil precisa vir de evidência, não de conveniência.
O que o laudo precisa conter para passar pela auditoria
Data da aquisição
e demonstração de quando o controle foi obtido.
Prazo e o que é preciso enviar
O prazo típico vai de três a seis semanas a partir da documentação completa, e costuma ser condicionado ao calendário de fechamento da auditoria.
Documentação: contrato de compra e venda com todos os anexos, demonstrações da adquirida, projeções usadas na negociação, relação de clientes com faturamento e data de início, contratos relevantes, relação do imobilizado e memorial da contraprestação paga.
Perguntas frequentes
Quem exige o PPA e em que prazo?
A exigência decorre do CPC 15 (R1) e costuma ser levantada pela auditoria independente no fechamento do exercício da aquisição. O período de mensuração para concluir a alocação é de até doze meses da data de aquisição.
Qual a diferença entre PPA e valuation da empresa adquirida?
O valuation estima quanto a empresa vale antes da negociação. O PPA parte do preço que já foi pago e o distribui entre os ativos identificáveis e o ágio. Um olha para frente e apoia a decisão; o outro olha para a data da aquisição e atende a norma contábil.
O que acontece se a empresa não fizer o PPA?
Sem a alocação, todo o excedente pago fica registrado como ágio, o que distorce o balanço e costuma gerar ressalva ou ajuste da auditoria. Também cria problema futuro: o ágio passa a ser testado anualmente quanto à recuperabilidade, e um ágio inflado tende a produzir perda por impairment em exercícios seguintes.
A força de trabalho da adquirida pode ser reconhecida como intangível?
Não separadamente. O CPC 15 (R1) não admite o reconhecimento de força de trabalho organizada como ativo intangível identificável, e o efeito econômico dela permanece no ágio. É um dos pontos que a auditoria verifica.
O laudo serve também para efeito fiscal?
O laudo atende à norma contábil. O aproveitamento fiscal do ágio segue regras próprias da legislação tributária, com requisitos de laudo e de prazo específicos. Quando essa é a finalidade, ela precisa ser declarada no início, porque muda o escopo do trabalho.
Quanto tempo leva?
De três a seis semanas a partir da documentação completa. O prazo costuma ser acordado com o calendário do fechamento contábil, já que a alocação precisa estar concluída para a publicação das demonstrações.
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